Assisti no avião (br->us) um filme bem bacana - The Soloist - que mostra a história (baseada em fatos reais) de um mendigo - Nathaniel Ayers - de Los Angeles que toca violoncelo (e outros instrumentos). No filme, um jornalista do LA Times, Steve Lopez, tenta criar uma oportunidade para tirar Ayers da rua. Muito bacana de assistir e impressionante os dados: LA tem mais de 80 mil mendigos nas ruas e, durante um ano, mais de 250 mil pessoas passam pela experiência de viver sem um teto. Levantei alguns dados a respeito:- 33 % dos mendigos de LA são latinos;
- 48 % possuem segundo grau completo;
- 32 % possuem curso superior;
- aproximadamente 25 % sofrem de algum problema mental; e
- a média de idade é 40 anos, sendo que a mulheres são mais novas.
Tenso, heim.
Interessante que nos 3 dias que rodei por Buenos Aires, não vi nenhuma criança de rua, nenhum mendigo e ninguém pedindo para vigiar carros. Um amigo do meu pai havia comentado exatamente isso - a Argentina fez um trabalho de reforma social. Isso não significa que não existam mendigos por lá. Li até que existem vários, principalmente índios, nas praças e na periferia, mas o fato é que não vi nenhum enquanto fazia os passeios turísticos.
No Brasil, em Brasília, em frente à Esplanada dos Ministérios, ao Senado e ao Congresso Nacional, onde trabalham os representantes do povo, são dezenas de crianças pedindo dinheiro nos sinaleiros e dormindo enrolados em jornais na rodoviária do Plano.
Aqui em São Francisco (600 km de LA), você fica até sem jeito as vezes de entrar em uma lanchonete ou na biblioteca da cidade, por causa do tanto de moradores de rua jogados nas portas dos lugares. As vezes, chega a ser engraçado ver os mendigos com IPODs ou concentrados lendo seus livros nas calçadas. Isso quando não estão com cartazes assim: "Why lie? It's for beer!" ou "Pizza Fund". Fazem tanto sucesso que alguns turistas param para tirarem fotos juntos!
Sem comentários. Reflitamos!

Nenhum comentário:
Postar um comentário